O papo é este: A ressureição do PT pelas mãos de Rollemberg

Não custa lembrar que o ex-governador Agnelo teve tudo para fazer o melhor governo da história, não fez

O novo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, está ressuscitando, em apenas 15 dias, o que o seu antecessor, Agnelo Queiroz, matou em quatro anos de governo: o Partido dos Trabalhadores - PT do Distrito Federal. Talvez, numa tacada só, está também cavando a sua própria sepultura política, caso não mude rápido o rumo de seu governo. Caso contrário, criará com isso condições para a ressurreição do anticristo.

Não se pode perder o foco - e parece que está - de que o caos hoje vivido no Distrito Federal é de responsabilidade do próprio PT e de Agnelo. Tal constatação, estendo também aos sindicatos, ligados à CUT e a CTB, sobretudo, porque foram complacentes, lenientes e cúmplices com os malfeitos daquele governo já desde o início, em 2011. Não é nada não, o SINPRO até se representou no malfadado governo, tendo um de seus diretores com secretário de Educação, o que daí decorre parte de sua conivência que fragilizou ainda mais a rede pública de ensino do DF.

O governador Rollemberg, ao invés de solucionar em definitivo a dívida com os professores e com os profissionais da saúde, áreas essenciais para a população, tem preferido apostar no confronto com as categorias, alegando para isso a dificuldade financeira herdada do petismo. Esse caminho, por ele adotado, tem proporcionado que os ratos do governo anterior saiam de suas tocas, após um longo exílio das ruas, e voltem a guiar os desesperados trabalhadores em busca do salário que lhes é devido. Personalidades sindicais e políticas do PT, que até outubro passado faziam campanha para o algoz Agnelo, dizendo ser ele o governador da educação, agora, sem cerimônia, sobem em carros de som dos sindicatos, estacionados em frente ao Buriti, para xingar o novo governo e dizer que estão do lado de suas antigas vítimas.

Não custa lembrar que o ex-governador Agnelo teve tudo para fazer o melhor governo da história, não fez. No início de sua governança, preferiu não recuar na construção do bilionário estádio, deixando a saúde e educação sabe lá em quais planos de prioridade. Ele teve tempo para recuar, não recuou. Rollemberg, igualmente, ainda tem tempo para recuar e pagar, sem essa de parcelas, os salários dos trabalhadores, antes que o PT, vestido na pele dos sindicatos, saia fortalecido da crise que ele mesmo criou.

Entendo que o novo governo - que em 15 dias já está ficando velho - não pode falar em negociar com aquele que tem fome. Ele deve suprir a fome de quem está com fome. Assim, não pode priorizar outras áreas, senão a saúde e a educação, e investir em Fórmula Indy, carnaval, futebol ou outra coisa do gênero. É preciso cuidar das pessoas que cuidam da nossa gente. Sabemos das dificuldades financeiras, mas a população do Distrito Federal vai entender que é melhor o filho na escola e a saúde garantida do que qualquer outra área que se queira investir.

Do ponto de vista do Direito, é importante ressaltar que o Capítulo dos Direitos e Garantias fundamentais da nossa Constituição, em seu art. 7º, X, criminaliza a retenção dolosa do salários dos trabalhadores urbanos e rurais. De fato, o que estamos vendo, no presente caso, é uma retenção dolosa dos salários por parte do GDF, antes pelo PT de Agnelo e, agora, sob ordens de Rollemberg! O salário, além de ser um direito humano, é um direito inalienável e impenhorável, não podendo qualquer que seja o governo - como parte integrante do poder público, devendo, portanto, respeitar as leis -, retê-lo ou parcelá-lo, sobretudo o dos professores ou de quem quer que seja. Isso é uma apropriação indébita, um crime!
O papo é este!

Paulo Henrique Abreu – Advogado e jornalista

Fonte: Por Paulo Henrique Abreu 

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